GWM Tank 300 e TerraForce: análise completa do SUV off-road híbrido plug-in flex de 394 cv que tem reduzida e custa a partir de R$ 342 mil
O GWM Tank 300 Hi4-T é um SUV off-road híbrido plug-in flex de 394 cv, tração 4x4 com reduzida e 74 km no elétrico (Inmetro), por R$ 342 mil; a série TerraForce sai por R$ 350 mil. Analisamos consumo, recarga, diferenças e rivais.
O GWM Tank 300 Hi4-T é um SUV fora de estrada com carroceria sobre chassi que, desde abril de 2026, é vendido no Brasil como híbrido plug-in flex: roda com gasolina, etanol ou energia da tomada. São 394 cv e 750 Nm combinados, tração 4x4 com reduzida, três bloqueios de diferencial e até 74 km rodando só na eletricidade pelo Inmetro. O preço é R$ 342.000. Em agosto, o modelo ganhou a série limitada TerraForce, com 300 unidades a R$ 350.000.
Nesta análise, feita com base nas fichas técnicas oficiais da GWM, nos comunicados de lançamento da marca e em reportagens da imprensa especializada, explicamos como funciona o conjunto Hi4-T, o que muda entre o Tank 300 e o TerraForce, quanto custa rodar com o SUV e como ele se compara ao Haval H7, aos modelos da BYD que já analisamos aqui e aos jipes tradicionais. Não se trata de um teste ao volante, e sim de uma leitura cuidadosa dos dados.
GWM Tank 300 PHEV Flex: frente vertical, faróis redondos e estepe na tampa traseira, no estilo dos utilitários clássicos. Foto: Divulgação/GWM
Preço, versões e lançamento
O Tank 300 chegou ao Brasil em abril de 2025 como híbrido plug-in a gasolina, com preço especial de lançamento de R$ 333.000. Em 25 de abril de 2026, a GWM anunciou no Salão de Pequim a versão PHEV Flex, que a marca apresenta como o primeiro híbrido plug-in flex do mundo, e começou a vendê-la no Brasil no mesmo dia, como linha 2027, segundo o comunicado da GWM. O site oficial lista hoje duas opções, ambas com preço único:
- GWM Tank 300 Hi4-T (PHEV Flex): R$ 342.000
- GWM Tank 300 TerraForce (série limitada a 300 unidades): R$ 350.000
O que o TerraForce tem a mais
O TerraForce estreia a submarca de mesmo nome, criada pela equipe brasileira da GWM e voltada ao 4x4, e chegou às lojas em 20 de agosto, segundo o comunicado de lançamento. A mecânica é a mesma; pelos R$ 8.000 a mais, a série traz:
- Cor Cinza Zenith, exclusiva, e grade frontal própria, com o nome Tank em destaque
- Rodas reforçadas de 18 polegadas com desenho exclusivo (os pneus seguem 265/60 R18)
- Rack de expedição no teto, que suporta 75 kg com o carro parado e 50 kg em movimento; com ele, a altura vai a 1.960 mm, contra 1.903 mm do Tank 300
- Bancos dianteiros com ventilação também no encosto e banco do motorista com 8 modos de massagem, contra 6 no Tank 300
- Emblemas TerraForce, kit de boas-vindas em caixa colecionável e SAC exclusivo
O conjunto mecânico é o mesmo PHEV Flex do Tank 300, como também descreveu o AUTOentusiastas, e a ficha aponta 2.680 kg, 50 kg a mais que o Tank 300. Ou seja: é uma série de visual e conforto, não uma versão mais capaz no fora de estrada.
A grade frontal exclusiva é a principal marca visual do Tank 300 TerraForce, série de 300 unidades. Foto: Divulgação/GWM
Segundo a GWM, o Tank 300 liderou a categoria “Híbridos Premium” no Qual Comprar 2026 da Autoesporte, que avalia custo de propriedade.
Motor, câmbio e desempenho
Na arquitetura Hi4-T, a plataforma híbrida da GWM para fora de estrada, há um único motor elétrico, entre o motor a combustão e o câmbio (o Hi4 do Haval H7 tem um em cada eixo). A força chega aos eixos por cardã, como num 4x4 tradicional.
- Motor a combustão: 2.0 turbo flex com injeção direta, 4 cilindros, em ciclo Miller
- Potência combinada: 394 cv (a ficha não informa a potência de cada motor)
- Torque combinado: 750 Nm (76,4 kgfm)
- Câmbio: automático de 9 marchas com conversor de torque, com aletas no volante
- 0 a 100 km/h: 6,8 segundos
- Velocidade máxima: 180 km/h, limitada eletronicamente
- Suspensão: duplo A na dianteira; eixo rígido com barra Panhard na traseira
Segundo a GWM, potência e torque não mudam com etanol, porque o ciclo Miller prioriza a eficiência. A adaptação foi feita pela GWM Brasil com a Bosch do Brasil e, segundo o AutoPapo, incluiu novas velas, bomba de alta pressão e sensor de etanol, num investimento de cerca de R$ 16 milhões.
Para 2.630 kg, 6,8 segundos é um bom número, mas o Haval H7 e a BYD Shark fazem 5,7 segundos.
Tração 4x4 e capacidade fora de estrada
É aqui que o Tank 300 se separa dos SUVs híbridos de asfalto. Ele tem tração 4x4 com opções 2H, 4H e 4L (reduzida) e três bloqueios eletrônicos de diferencial: central, dianteiro e traseiro. No lançamento, em 2025, a GWM informou que os bloqueios engatam em 200 milissegundos.
BYD Atto 2 DM-i: análise completa do SUV híbrido flex de até 197 cv que roda mais de 1.000 km- Sistema Todo-Terreno, com 9 modos: Padrão 2H, 4H e 4L, Neve, Montanha, Rocha, Lama e Areia, Estrada Acidentada e Expert (personalizável)
- Tank Turn: reduz o raio de giro em até 20% em manobras fechadas, segundo a GWM
- Cruzeiro off-road: controla acelerador e freio sozinho em terreno acidentado, entre 4 e 12 km/h
- Altura livre do solo: 222 mm
- Ângulos de entrada e de saída: 32° e 33°
- Travessia de água: até 700 mm
- Reboque: 750 kg sem freio e 2.500 kg com freio
- Chassi transparente: a câmera mostra o terreno debaixo do carro
O Haval H7 tem 220 mm de altura do solo, 24° de ângulo de entrada e 580 mm de imersão, sem reduzida na ficha; a Shark também não tem reduzida. No fora de estrada pesado, o Tank 300 joga em outra liga.
O TerraForce em trilha de terra: mesma mecânica do Tank 300, com reduzida, três bloqueios e 700 mm de travessia. Foto: Divulgação/GWM
Sistema híbrido, bateria, autonomia e consumo
Como funciona
Com a bateria carregada, o Tank 300 pode priorizar o motor elétrico; quando a carga acaba, o 2.0 turbo assume, com gasolina, etanol ou qualquer mistura, já que o sistema reconhece a proporção de combustível no tanque, segundo a GWM. Há três modos: EV (prioriza o elétrico), HEV (combina os dois motores) e Inteligente (prioriza a combustão e recarrega a bateria).
Bateria e autonomia
- Bateria: íons de lítio do tipo NMC, com 37,1 kWh
- Autonomia 100% elétrica (Inmetro): 74 km
- Autonomia 100% elétrica (WLTP): 106 km
- Tanque: 70 litros
Os 74 km do Inmetro são a referência mais realista; ciclos como o WLTP, o NEDC e o chinês CLTC costumam ser mais otimistas. A página de especificações da GWM chama os 74 km de “WLTP”, mas a ficha em PDF e os comunicados confirmam que o número é do Inmetro. Mesmo com bateria maior, o Tank roda menos no elétrico que o Haval H7 (92 km, com 27,5 kWh).
Consumo
A ficha traz dois tipos de número, e vale não confundi-los:
- Modo híbrido (km/l): 7,5 km/l na cidade e 7,6 km/l na estrada com gasolina; 5,4 km/l e 5,7 km/l com etanol
- Elétrico mais combustão (km/e): 18,3 e 18,8 km/e com gasolina; 13,1 e 14,1 km/e com etanol
O “km/e” inclui a energia elétrica da bateria, por isso fica muito acima do consumo na bomba; os 18,3 e 18,8 km/l do material de divulgação são desse tipo. Para viajar com a bateria esgotada, a referência prudente é a do modo híbrido.
Etanol ou gasolina?
No modo híbrido, o etanol rende 72% da gasolina na cidade (5,4 ÷ 7,5) e 75% na estrada (5,7 ÷ 7,6). Ou seja: no Tank 300, o etanol compensa sempre que custar menos de 72% (uso urbano) a 75% (estrada) do preço da gasolina, relação mais favorável ao etanol que a regra tradicional dos 70%. Com as hipóteses desta análise (R$ 4,30 contra R$ 6,30, ou 68%), o etanol sai mais barato.
Recarga e V2L
- Corrente alternada (AC): até 6,6 kW; de 10% a 100% em cerca de 6 horas e meia, segundo a GWM
- Recarga rápida (DC): até 50 kW; de 30% a 80% em cerca de 24 minutos
- V2L: fornece até 3,3 kW em 220 V para equipamentos externos; no lançamento, em 2025, o cabo V2L aparecia na lista de acessórios originais
Os 50 kW em DC superam os 41 kW do H7 e os 18 kW do BYD Song Premium, mas ficam abaixo dos 55 kW da Shark e dos 72 kW do Atto 8. Já o V2L tem pouco mais da metade da potência do oferecido no H7 (6 kW).
Tomada de recarga na lateral traseira: até 6,6 kW em corrente alternada e 50 kW em carregador rápido. Foto: Divulgação/GWM
Quanto custa rodar com o Tank 300
Estimativas, com hipóteses declaradas:
- Só no elétrico, recarregando em casa: dividindo a bateria (37,1 kWh) pela autonomia Inmetro (74 km), chega-se a cerca de 50 kWh a cada 100 km. Com energia entre R$ 0,80 e R$ 1,00 por kWh, o custo fica entre R$ 40 e R$ 50 a cada 100 km (conta conservadora, que usa a capacidade total da bateria).
- Com gasolina a R$ 6,30/l (modo híbrido): cerca de R$ 84 a cada 100 km na cidade (7,5 km/l) e R$ 83 na estrada (7,6 km/l).
- Com etanol a R$ 4,30/l (modo híbrido): cerca de R$ 80 a cada 100 km na cidade (5,4 km/l) e R$ 75 na estrada (5,7 km/l).
Rodar com a bateria carregada custa entre metade e dois terços do que rodar com combustível. Quem tem onde recarregar e roda até uns 60 km por dia faz quase todo o uso urbano no elétrico. Na estrada, com a bateria vazia, o tanque de 70 litros rende, na conta teórica, pouco mais de 500 km com gasolina (70 × 7,6).
Design e dimensões
O desenho segue a escola dos utilitários clássicos, com frente vertical, estribos e estepe na tampa traseira. A versão flex se distingue por emblemas traseiros escurecidos e pela inscrição “HYBR-FLEX” no vidro.
- Comprimento, largura e altura: 4,76 m, 1,93 m e 1,90 m (1,96 m no TerraForce)
- Entre-eixos: 2,75 m
- Peso em ordem de marcha: 2.630 kg (2.680 kg no TerraForce)
- Porta-malas: 863 litros, ou 1.520 litros com o banco traseiro (60/40) rebatido; porta traseira de abertura lateral, destravada eletricamente por botão na maçaneta
- Rodas e pneus: liga leve aro 18, pneus 265/60 R18
- Iluminação: faróis full LED com farol alto automático, neblina em LED e lanternas verticais em LED
- De série: teto solar elétrico, rack de teto e preparação para guincho e engate
Porta-malas de 863 litros, que chega a 1.520 litros com o banco traseiro rebatido. Foto: Divulgação/GWM
Interior e conforto
- Bancos em couro Nappa; dianteiros elétricos, com aquecimento e ventilação
- Banco do motorista com memória e massagem
- Volante aquecido e câmbio “Tank Shifter”, inspirado no manche de avião
- Ar-condicionado automático de 2 zonas, com saídas traseiras
- Console climatizado e carregador de celular por indução de 50 W
- Iluminação ambiente de 64 cores
Segundo a GWM, o isolamento acústico inclui cancelamento ativo de ruído e vidro acústico duplo no para-brisa e nas janelas dianteiras.
Cabine com acabamento escuro, bancos em couro Nappa e o câmbio “Tank Shifter” no console. Foto: Divulgação/GWM
Multimídia e conectividade
- Central multimídia e painel de instrumentos digitais, ambos Full HD de 12,3 polegadas
- Apple CarPlay e Android Auto sem fio
- Internet 4G nativa e Wi-Fi para até 8 aparelhos, com dois anos de conectividade gratuita
- Loja de aplicativos, GPS nativo, comandos de voz em português e atualizações remotas (OTA)
- Som com 9 alto-falantes e 640 W RMS
O ponto fraco é o tamanho das telas: 12,3 polegadas na central, contra 15,6 no Haval H7, que custa R$ 81.000 a menos e ainda tem head-up display, item que a ficha do Tank não lista.
Duas telas de 12,3 polegadas, uma no quadro de instrumentos e outra na central multimídia. Foto: Divulgação/GWM
Segurança
A ficha lista seis airbags, ISOFIX, controles de tração e de estabilidade, o SCM (que freia o carro após uma batida traseira, para evitar engavetamento) e chamada de emergência para os Bombeiros (193). No lançamento, em 2025, a GWM destacou as cinco estrelas nos testes de colisão do instituto australiano ANCAP.
O pacote de condução semiautônoma nível 2+ usa 12 sensores, cinco câmeras e quatro radares e inclui:
- Controle de cruzeiro adaptativo com Stop & Go
- Frenagem autônoma de emergência, inclusive em cruzamentos
- Centralização em faixa, ponto cego e alerta de tráfego cruzado traseiro
- Desvio inteligente, que afasta o carro cerca de 30 cm ao ultrapassar caminhões
- Estacionamento automático e “auto reverse”, que refaz sozinho os últimos 50 metros
Garantia
- Veículo: 5 anos, sem limite de quilometragem
- Sistema híbrido: 8 anos ou 200.000 km
São as condições gerais da marca, publicadas nos 12 Compromissos GWM.
Cores
- Tank 300: Cinza Dakar, Laranja Saara, Preto Khalifa, Vermelho Brava e Branco Noronha
- Tank 300 TerraForce: Cinza Zenith, exclusiva da série
Tank 300 x Haval H7 x Haval H9
Dentro da GWM, o Tank 300 divide a faixa de preço com o Haval H9 e fica bem acima do Haval H7, lançado em 7 de outubro:
- Preço: R$ 342.000 no Tank; R$ 261.000 no H7; R$ 335.000 no Haval H9
- Motorização: híbrido plug-in flex de 394 cv no Tank; híbrido plug-in flex de 370 cv no H7; 2.4 turbo diesel no H9
- Lugares: duas fileiras no Tank e no H7; sete lugares no H9
- Autonomia elétrica (Inmetro): 74 km no Tank; 92 km no H7
- 0 a 100 km/h: 6,8 s no Tank; 5,7 s no H7
- Porta-malas: 863 litros no Tank; 586 litros no H7
O H7 é mais rápido, roda mais no elétrico e custa R$ 81.000 a menos, além de ficar livre do IPVA em São Paulo: segundo a GWM, o teto para a isenção de híbridos flex no estado em 2026 é de R$ 261.154,45, valor que o Tank supera com folga. Já o H9 atende quem precisa de sete lugares e prefere diesel.
Tank 300 x BYD Shark x BYD Atto 8
A BYD não vende um jipe de chassi no Brasil, mas dois modelos que já analisamos disputam o mesmo bolso:
- Preço: R$ 342.000 no Tank; R$ 344.990 na Shark (julho de 2026); R$ 399.990 no BYD Atto 8 (lançamento)
- Carroceria: SUV de duas fileiras; picape de cabine dupla; SUV de sete lugares
- Potência: 394 cv; 437 cv; 488 cv
- Autonomia elétrica (Inmetro/PBEV): 74 km; 68 km; 111 km
- Combustível: flex no Tank; só gasolina nos dois BYD
- Reduzida: sim no Tank; não na Shark, que tem bloqueio de diferencial apenas virtual
- Garantia do veículo: 5 anos sem limite de quilometragem no Tank; 6 anos ou 200.000 km nos BYD
Os BYD são mais rápidos, e o Atto 8 roda bem mais no elétrico e leva sete pessoas. O Tank responde com motor flex, reduzida e bloqueios, o que o torna o mais preparado dos três para trilhas.
Concorrentes
Na chegada do Tank 300, em 2025, a Vrum o comparou ao Jeep Wrangler Rubicon, ao Land Rover Defender e ao Toyota SW4, entre outros. Os preços mais recentes que encontramos:
- Jeep Wrangler Rubicon 2026 (2.0 turbo a gasolina, 272 cv): R$ 529.990, segundo a Revista Carro (março de 2026)
- Land Rover Defender 90 X-Dynamic HSE 2026: R$ 799.490 na chegada da linha, segundo o EncontraCarros (agosto de 2025)
O Tank 300 custa bem menos que os dois, e nenhum outro modelo citado nesta análise combina reduzida, recarga na tomada e etanol. Promoções e condições de concessionária mudam com frequência; confira os preços vigentes.
Pontos positivos e negativos
Pontos positivos
- 394 cv e 750 Nm, com 0 a 100 km/h em 6,8 segundos
- Fora de estrada de verdade: chassi, reduzida, três bloqueios, 222 mm de altura do solo e 700 mm de travessia
- Motor flex, com o etanol compensando até 72% (cidade) a 75% (estrada) do preço da gasolina
- Recarga rápida de 50 kW: de 30% a 80% em cerca de 24 minutos
- Reboque de até 2.500 kg e porta-malas de 863 litros
- Couro Nappa, massagem, ventilação e pacote completo de assistentes
- Garantia de 5 anos sem limite de quilometragem
Pontos negativos
- Consumo alto com a bateria vazia: 7,5 km/l com gasolina e 5,4 km/l com etanol na cidade
- Autonomia elétrica de 74 km, menor que a do Haval H7, mesmo com bateria maior
- Telas de 12,3 polegadas e sem head-up display na ficha, num carro de R$ 342.000
- V2L de só 3,3 kW
- Preço acima do teto da isenção de IPVA para híbridos flex em São Paulo
- TerraForce cobra R$ 8.000 a mais sem ganho mecânico e chega a 1,96 m de altura com o rack
Vale a pena comprar o GWM Tank 300?
Para quem quer um 4x4 de verdade, com reduzida, bloqueios e chassi, sem abrir mão de luxo e tecnologia, o Tank 300 não tem equivalente entre os modelos citados nesta análise: custa bem menos que um Wrangler Rubicon, entrega 394 cv, pode fazer o trajeto diário na eletricidade e aceita etanol na estrada.
Para quem não pretende sair do asfalto, o Haval H7 é mais rápido, roda mais no elétrico e custa R$ 81.000 a menos. E, sem tomada em casa, o Tank vira um SUV de 2,6 toneladas que faz 7,5 km/l na cidade. O TerraForce vale para quem quer exclusividade e o rack de expedição; quem busca só o carro pode ficar com o Tank 300 e guardar os R$ 8.000.
Ficha técnica: GWM Tank 300 Hi4-T e TerraForce
- Preço: R$ 342.000 (Tank 300) e R$ 350.000 (TerraForce), em outubro de 2026
- Motorização: 2.0 turbo flex + um motor elétrico (Hi4-T), carroceria sobre chassi
- Potência e torque combinados: 394 cv e 750 Nm (76,4 kgfm)
- Transmissão: automática de 9 marchas
- Tração: 4x4 com 2H, 4H e 4L; três bloqueios de diferencial
- Desempenho: 0 a 100 km/h em 6,8 s; máxima de 180 km/h
- Bateria: NMC, 37,1 kWh
- Autonomia elétrica: 74 km (Inmetro) e 106 km (WLTP)
- Consumo no modo híbrido: 7,5/7,6 km/l (gasolina) e 5,4/5,7 km/l (etanol), cidade/estrada
- Recarga: 6,6 kW (AC) e 50 kW (DC); V2L de 3,3 kW
- Tanque: 70 litros
- Dimensões: 4,76 m x 1,93 m x 1,90 m (1,96 m no TerraForce); entre-eixos de 2,75 m
- Fora de estrada: 222 mm do solo; ângulos de 32° e 33°; travessia de 700 mm
- Peso: 2.630 kg (2.680 kg no TerraForce)
- Reboque: 750 kg sem freio e 2.500 kg com freio
- Porta-malas: 863 litros (1.520 litros com o banco rebatido)
- Garantia: 5 anos sem limite de km (veículo); 8 anos ou 200.000 km (sistema híbrido)
Fontes: ficha técnica do Tank 300 PHEV Flex (PDF); ficha técnica do Tank 300 TerraForce (PDF); páginas oficiais do Tank 300 e do TerraForce; comunicados da GWM sobre o Tank 300 PHEV Flex, o TerraForce e o lançamento de 2025; 12 Compromissos GWM; AutoPapo; AUTOentusiastas; Vrum; Revista Carro; EncontraCarros. Dados do Haval H7 e dos BYD: fichas oficiais, citadas em nossas análises. Fotos: GWM Media Center (divulgação). Preços e especificações podem mudar sem aviso prévio; confirme na concessionária.
Heliel Zanelatto é publisher, empreendedor digital e fundador do Code Tech Connect. Especialista em mídia programática e monetização de conteúdo, administra portais editoriais no Brasil e na Europa e acompanha de perto o ecossistema de publicidade digital — do Google AdSense à compra de tráfego em larga escala. Escreve sobre tecnologia, inteligência artificial, veículos eletrificados e finanças pessoais, com a marca de traduzir fichas técnicas e números de mercado em decisões práticas para o leitor. À frente da operação editorial do site, lidera o uso pioneiro de automação e IA com curadoria humana na produção de conteúdo.
