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GWM Tank 300 e TerraForce: análise completa do SUV off-road híbrido plug-in flex de 394 cv que tem reduzida e custa a partir de R$ 342 mil

O GWM Tank 300 Hi4-T é um SUV off-road híbrido plug-in flex de 394 cv, tração 4x4 com reduzida e 74 km no elétrico (Inmetro), por R$ 342 mil; a série TerraForce sai por R$ 350 mil. Analisamos consumo, recarga, diferenças e rivais.

Heliel Zanelatto Por · · 16 min de leitura
GWM Tank 300 TerraForce na cor Cinza Zenith em estrada de terra, com morros ao fundo
GWM Tank 300 TerraForce, série de 300 unidades do SUV híbrido plug-in flex de 394 cv. Foto: Divulgação/GWM
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O GWM Tank 300 Hi4-T é um SUV fora de estrada com carroceria sobre chassi que, desde abril de 2026, é vendido no Brasil como híbrido plug-in flex: roda com gasolina, etanol ou energia da tomada. São 394 cv e 750 Nm combinados, tração 4x4 com reduzida, três bloqueios de diferencial e até 74 km rodando só na eletricidade pelo Inmetro. O preço é R$ 342.000. Em agosto, o modelo ganhou a série limitada TerraForce, com 300 unidades a R$ 350.000.

Nesta análise, feita com base nas fichas técnicas oficiais da GWM, nos comunicados de lançamento da marca e em reportagens da imprensa especializada, explicamos como funciona o conjunto Hi4-T, o que muda entre o Tank 300 e o TerraForce, quanto custa rodar com o SUV e como ele se compara ao Haval H7, aos modelos da BYD que já analisamos aqui e aos jipes tradicionais. Não se trata de um teste ao volante, e sim de uma leitura cuidadosa dos dados.

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GWM Tank 300 PHEV Flex cinza visto de três quartos dianteiro em estúdio

GWM Tank 300 PHEV Flex: frente vertical, faróis redondos e estepe na tampa traseira, no estilo dos utilitários clássicos. Foto: Divulgação/GWM

Preço, versões e lançamento

O Tank 300 chegou ao Brasil em abril de 2025 como híbrido plug-in a gasolina, com preço especial de lançamento de R$ 333.000. Em 25 de abril de 2026, a GWM anunciou no Salão de Pequim a versão PHEV Flex, que a marca apresenta como o primeiro híbrido plug-in flex do mundo, e começou a vendê-la no Brasil no mesmo dia, como linha 2027, segundo o comunicado da GWM. O site oficial lista hoje duas opções, ambas com preço único:

  • GWM Tank 300 Hi4-T (PHEV Flex): R$ 342.000
  • GWM Tank 300 TerraForce (série limitada a 300 unidades): R$ 350.000

O que o TerraForce tem a mais

O TerraForce estreia a submarca de mesmo nome, criada pela equipe brasileira da GWM e voltada ao 4x4, e chegou às lojas em 20 de agosto, segundo o comunicado de lançamento. A mecânica é a mesma; pelos R$ 8.000 a mais, a série traz:

  • Cor Cinza Zenith, exclusiva, e grade frontal própria, com o nome Tank em destaque
  • Rodas reforçadas de 18 polegadas com desenho exclusivo (os pneus seguem 265/60 R18)
  • Rack de expedição no teto, que suporta 75 kg com o carro parado e 50 kg em movimento; com ele, a altura vai a 1.960 mm, contra 1.903 mm do Tank 300
  • Bancos dianteiros com ventilação também no encosto e banco do motorista com 8 modos de massagem, contra 6 no Tank 300
  • Emblemas TerraForce, kit de boas-vindas em caixa colecionável e SAC exclusivo

O conjunto mecânico é o mesmo PHEV Flex do Tank 300, como também descreveu o AUTOentusiastas, e a ficha aponta 2.680 kg, 50 kg a mais que o Tank 300. Ou seja: é uma série de visual e conforto, não uma versão mais capaz no fora de estrada.

Grade frontal exclusiva do GWM Tank 300 TerraForce com a palavra Tank e placa com a inscrição TerraForce no para-choque

A grade frontal exclusiva é a principal marca visual do Tank 300 TerraForce, série de 300 unidades. Foto: Divulgação/GWM

Segundo a GWM, o Tank 300 liderou a categoria “Híbridos Premium” no Qual Comprar 2026 da Autoesporte, que avalia custo de propriedade.

Motor, câmbio e desempenho

Na arquitetura Hi4-T, a plataforma híbrida da GWM para fora de estrada, há um único motor elétrico, entre o motor a combustão e o câmbio (o Hi4 do Haval H7 tem um em cada eixo). A força chega aos eixos por cardã, como num 4x4 tradicional.

  • Motor a combustão: 2.0 turbo flex com injeção direta, 4 cilindros, em ciclo Miller
  • Potência combinada: 394 cv (a ficha não informa a potência de cada motor)
  • Torque combinado: 750 Nm (76,4 kgfm)
  • Câmbio: automático de 9 marchas com conversor de torque, com aletas no volante
  • 0 a 100 km/h: 6,8 segundos
  • Velocidade máxima: 180 km/h, limitada eletronicamente
  • Suspensão: duplo A na dianteira; eixo rígido com barra Panhard na traseira

Segundo a GWM, potência e torque não mudam com etanol, porque o ciclo Miller prioriza a eficiência. A adaptação foi feita pela GWM Brasil com a Bosch do Brasil e, segundo o AutoPapo, incluiu novas velas, bomba de alta pressão e sensor de etanol, num investimento de cerca de R$ 16 milhões.

Para 2.630 kg, 6,8 segundos é um bom número, mas o Haval H7 e a BYD Shark fazem 5,7 segundos.

Tração 4x4 e capacidade fora de estrada

É aqui que o Tank 300 se separa dos SUVs híbridos de asfalto. Ele tem tração 4x4 com opções 2H, 4H e 4L (reduzida) e três bloqueios eletrônicos de diferencial: central, dianteiro e traseiro. No lançamento, em 2025, a GWM informou que os bloqueios engatam em 200 milissegundos.

  • Sistema Todo-Terreno, com 9 modos: Padrão 2H, 4H e 4L, Neve, Montanha, Rocha, Lama e Areia, Estrada Acidentada e Expert (personalizável)
  • Tank Turn: reduz o raio de giro em até 20% em manobras fechadas, segundo a GWM
  • Cruzeiro off-road: controla acelerador e freio sozinho em terreno acidentado, entre 4 e 12 km/h
  • Altura livre do solo: 222 mm
  • Ângulos de entrada e de saída: 32° e 33°
  • Travessia de água: até 700 mm
  • Reboque: 750 kg sem freio e 2.500 kg com freio
  • Chassi transparente: a câmera mostra o terreno debaixo do carro

O Haval H7 tem 220 mm de altura do solo, 24° de ângulo de entrada e 580 mm de imersão, sem reduzida na ficha; a Shark também não tem reduzida. No fora de estrada pesado, o Tank 300 joga em outra liga.

GWM Tank 300 TerraForce levantando poeira em trilha de terra à beira de uma represa

O TerraForce em trilha de terra: mesma mecânica do Tank 300, com reduzida, três bloqueios e 700 mm de travessia. Foto: Divulgação/GWM

Sistema híbrido, bateria, autonomia e consumo

Como funciona

Com a bateria carregada, o Tank 300 pode priorizar o motor elétrico; quando a carga acaba, o 2.0 turbo assume, com gasolina, etanol ou qualquer mistura, já que o sistema reconhece a proporção de combustível no tanque, segundo a GWM. Há três modos: EV (prioriza o elétrico), HEV (combina os dois motores) e Inteligente (prioriza a combustão e recarrega a bateria).

Bateria e autonomia

  • Bateria: íons de lítio do tipo NMC, com 37,1 kWh
  • Autonomia 100% elétrica (Inmetro): 74 km
  • Autonomia 100% elétrica (WLTP): 106 km
  • Tanque: 70 litros

Os 74 km do Inmetro são a referência mais realista; ciclos como o WLTP, o NEDC e o chinês CLTC costumam ser mais otimistas. A página de especificações da GWM chama os 74 km de “WLTP”, mas a ficha em PDF e os comunicados confirmam que o número é do Inmetro. Mesmo com bateria maior, o Tank roda menos no elétrico que o Haval H7 (92 km, com 27,5 kWh).

Consumo

A ficha traz dois tipos de número, e vale não confundi-los:

  • Modo híbrido (km/l): 7,5 km/l na cidade e 7,6 km/l na estrada com gasolina; 5,4 km/l e 5,7 km/l com etanol
  • Elétrico mais combustão (km/e): 18,3 e 18,8 km/e com gasolina; 13,1 e 14,1 km/e com etanol

O “km/e” inclui a energia elétrica da bateria, por isso fica muito acima do consumo na bomba; os 18,3 e 18,8 km/l do material de divulgação são desse tipo. Para viajar com a bateria esgotada, a referência prudente é a do modo híbrido.

Etanol ou gasolina?

No modo híbrido, o etanol rende 72% da gasolina na cidade (5,4 ÷ 7,5) e 75% na estrada (5,7 ÷ 7,6). Ou seja: no Tank 300, o etanol compensa sempre que custar menos de 72% (uso urbano) a 75% (estrada) do preço da gasolina, relação mais favorável ao etanol que a regra tradicional dos 70%. Com as hipóteses desta análise (R$ 4,30 contra R$ 6,30, ou 68%), o etanol sai mais barato.

Recarga e V2L

  • Corrente alternada (AC): até 6,6 kW; de 10% a 100% em cerca de 6 horas e meia, segundo a GWM
  • Recarga rápida (DC): até 50 kW; de 30% a 80% em cerca de 24 minutos
  • V2L: fornece até 3,3 kW em 220 V para equipamentos externos; no lançamento, em 2025, o cabo V2L aparecia na lista de acessórios originais

Os 50 kW em DC superam os 41 kW do H7 e os 18 kW do BYD Song Premium, mas ficam abaixo dos 55 kW da Shark e dos 72 kW do Atto 8. Já o V2L tem pouco mais da metade da potência do oferecido no H7 (6 kW).

Cabo de recarga conectado à tomada lateral traseira do GWM Tank 300 PHEV Flex

Tomada de recarga na lateral traseira: até 6,6 kW em corrente alternada e 50 kW em carregador rápido. Foto: Divulgação/GWM

Quanto custa rodar com o Tank 300

Estimativas, com hipóteses declaradas:

  • Só no elétrico, recarregando em casa: dividindo a bateria (37,1 kWh) pela autonomia Inmetro (74 km), chega-se a cerca de 50 kWh a cada 100 km. Com energia entre R$ 0,80 e R$ 1,00 por kWh, o custo fica entre R$ 40 e R$ 50 a cada 100 km (conta conservadora, que usa a capacidade total da bateria).
  • Com gasolina a R$ 6,30/l (modo híbrido): cerca de R$ 84 a cada 100 km na cidade (7,5 km/l) e R$ 83 na estrada (7,6 km/l).
  • Com etanol a R$ 4,30/l (modo híbrido): cerca de R$ 80 a cada 100 km na cidade (5,4 km/l) e R$ 75 na estrada (5,7 km/l).

Rodar com a bateria carregada custa entre metade e dois terços do que rodar com combustível. Quem tem onde recarregar e roda até uns 60 km por dia faz quase todo o uso urbano no elétrico. Na estrada, com a bateria vazia, o tanque de 70 litros rende, na conta teórica, pouco mais de 500 km com gasolina (70 × 7,6).

Design e dimensões

O desenho segue a escola dos utilitários clássicos, com frente vertical, estribos e estepe na tampa traseira. A versão flex se distingue por emblemas traseiros escurecidos e pela inscrição “HYBR-FLEX” no vidro.

  • Comprimento, largura e altura: 4,76 m, 1,93 m e 1,90 m (1,96 m no TerraForce)
  • Entre-eixos: 2,75 m
  • Peso em ordem de marcha: 2.630 kg (2.680 kg no TerraForce)
  • Porta-malas: 863 litros, ou 1.520 litros com o banco traseiro (60/40) rebatido; porta traseira de abertura lateral, destravada eletricamente por botão na maçaneta
  • Rodas e pneus: liga leve aro 18, pneus 265/60 R18
  • Iluminação: faróis full LED com farol alto automático, neblina em LED e lanternas verticais em LED
  • De série: teto solar elétrico, rack de teto e preparação para guincho e engate
Porta-malas do GWM Tank 300 com a tampa traseira de abertura lateral aberta

Porta-malas de 863 litros, que chega a 1.520 litros com o banco traseiro rebatido. Foto: Divulgação/GWM

Interior e conforto

  • Bancos em couro Nappa; dianteiros elétricos, com aquecimento e ventilação
  • Banco do motorista com memória e massagem
  • Volante aquecido e câmbio “Tank Shifter”, inspirado no manche de avião
  • Ar-condicionado automático de 2 zonas, com saídas traseiras
  • Console climatizado e carregador de celular por indução de 50 W
  • Iluminação ambiente de 64 cores

Segundo a GWM, o isolamento acústico inclui cancelamento ativo de ruído e vidro acústico duplo no para-brisa e nas janelas dianteiras.

Painel e bancos dianteiros pretos do GWM Tank 300 vistos do banco traseiro

Cabine com acabamento escuro, bancos em couro Nappa e o câmbio “Tank Shifter” no console. Foto: Divulgação/GWM

Multimídia e conectividade

  • Central multimídia e painel de instrumentos digitais, ambos Full HD de 12,3 polegadas
  • Apple CarPlay e Android Auto sem fio
  • Internet 4G nativa e Wi-Fi para até 8 aparelhos, com dois anos de conectividade gratuita
  • Loja de aplicativos, GPS nativo, comandos de voz em português e atualizações remotas (OTA)
  • Som com 9 alto-falantes e 640 W RMS

O ponto fraco é o tamanho das telas: 12,3 polegadas na central, contra 15,6 no Haval H7, que custa R$ 81.000 a menos e ainda tem head-up display, item que a ficha do Tank não lista.

Volante, quadro de instrumentos e central multimídia de 12,3 polegadas do GWM Tank 300

Duas telas de 12,3 polegadas, uma no quadro de instrumentos e outra na central multimídia. Foto: Divulgação/GWM

Segurança

A ficha lista seis airbags, ISOFIX, controles de tração e de estabilidade, o SCM (que freia o carro após uma batida traseira, para evitar engavetamento) e chamada de emergência para os Bombeiros (193). No lançamento, em 2025, a GWM destacou as cinco estrelas nos testes de colisão do instituto australiano ANCAP.

O pacote de condução semiautônoma nível 2+ usa 12 sensores, cinco câmeras e quatro radares e inclui:

  • Controle de cruzeiro adaptativo com Stop & Go
  • Frenagem autônoma de emergência, inclusive em cruzamentos
  • Centralização em faixa, ponto cego e alerta de tráfego cruzado traseiro
  • Desvio inteligente, que afasta o carro cerca de 30 cm ao ultrapassar caminhões
  • Estacionamento automático e “auto reverse”, que refaz sozinho os últimos 50 metros

Garantia

  • Veículo: 5 anos, sem limite de quilometragem
  • Sistema híbrido: 8 anos ou 200.000 km

São as condições gerais da marca, publicadas nos 12 Compromissos GWM.

Cores

  • Tank 300: Cinza Dakar, Laranja Saara, Preto Khalifa, Vermelho Brava e Branco Noronha
  • Tank 300 TerraForce: Cinza Zenith, exclusiva da série

Tank 300 x Haval H7 x Haval H9

Dentro da GWM, o Tank 300 divide a faixa de preço com o Haval H9 e fica bem acima do Haval H7, lançado em 7 de outubro:

  • Preço: R$ 342.000 no Tank; R$ 261.000 no H7; R$ 335.000 no Haval H9
  • Motorização: híbrido plug-in flex de 394 cv no Tank; híbrido plug-in flex de 370 cv no H7; 2.4 turbo diesel no H9
  • Lugares: duas fileiras no Tank e no H7; sete lugares no H9
  • Autonomia elétrica (Inmetro): 74 km no Tank; 92 km no H7
  • 0 a 100 km/h: 6,8 s no Tank; 5,7 s no H7
  • Porta-malas: 863 litros no Tank; 586 litros no H7

O H7 é mais rápido, roda mais no elétrico e custa R$ 81.000 a menos, além de ficar livre do IPVA em São Paulo: segundo a GWM, o teto para a isenção de híbridos flex no estado em 2026 é de R$ 261.154,45, valor que o Tank supera com folga. Já o H9 atende quem precisa de sete lugares e prefere diesel.

Tank 300 x BYD Shark x BYD Atto 8

A BYD não vende um jipe de chassi no Brasil, mas dois modelos que já analisamos disputam o mesmo bolso:

  • Preço: R$ 342.000 no Tank; R$ 344.990 na Shark (julho de 2026); R$ 399.990 no BYD Atto 8 (lançamento)
  • Carroceria: SUV de duas fileiras; picape de cabine dupla; SUV de sete lugares
  • Potência: 394 cv; 437 cv; 488 cv
  • Autonomia elétrica (Inmetro/PBEV): 74 km; 68 km; 111 km
  • Combustível: flex no Tank; só gasolina nos dois BYD
  • Reduzida: sim no Tank; não na Shark, que tem bloqueio de diferencial apenas virtual
  • Garantia do veículo: 5 anos sem limite de quilometragem no Tank; 6 anos ou 200.000 km nos BYD

Os BYD são mais rápidos, e o Atto 8 roda bem mais no elétrico e leva sete pessoas. O Tank responde com motor flex, reduzida e bloqueios, o que o torna o mais preparado dos três para trilhas.

Concorrentes

Na chegada do Tank 300, em 2025, a Vrum o comparou ao Jeep Wrangler Rubicon, ao Land Rover Defender e ao Toyota SW4, entre outros. Os preços mais recentes que encontramos:

  • Jeep Wrangler Rubicon 2026 (2.0 turbo a gasolina, 272 cv): R$ 529.990, segundo a Revista Carro (março de 2026)
  • Land Rover Defender 90 X-Dynamic HSE 2026: R$ 799.490 na chegada da linha, segundo o EncontraCarros (agosto de 2025)

O Tank 300 custa bem menos que os dois, e nenhum outro modelo citado nesta análise combina reduzida, recarga na tomada e etanol. Promoções e condições de concessionária mudam com frequência; confira os preços vigentes.

Pontos positivos e negativos

Pontos positivos

  • 394 cv e 750 Nm, com 0 a 100 km/h em 6,8 segundos
  • Fora de estrada de verdade: chassi, reduzida, três bloqueios, 222 mm de altura do solo e 700 mm de travessia
  • Motor flex, com o etanol compensando até 72% (cidade) a 75% (estrada) do preço da gasolina
  • Recarga rápida de 50 kW: de 30% a 80% em cerca de 24 minutos
  • Reboque de até 2.500 kg e porta-malas de 863 litros
  • Couro Nappa, massagem, ventilação e pacote completo de assistentes
  • Garantia de 5 anos sem limite de quilometragem

Pontos negativos

  • Consumo alto com a bateria vazia: 7,5 km/l com gasolina e 5,4 km/l com etanol na cidade
  • Autonomia elétrica de 74 km, menor que a do Haval H7, mesmo com bateria maior
  • Telas de 12,3 polegadas e sem head-up display na ficha, num carro de R$ 342.000
  • V2L de só 3,3 kW
  • Preço acima do teto da isenção de IPVA para híbridos flex em São Paulo
  • TerraForce cobra R$ 8.000 a mais sem ganho mecânico e chega a 1,96 m de altura com o rack

Vale a pena comprar o GWM Tank 300?

Para quem quer um 4x4 de verdade, com reduzida, bloqueios e chassi, sem abrir mão de luxo e tecnologia, o Tank 300 não tem equivalente entre os modelos citados nesta análise: custa bem menos que um Wrangler Rubicon, entrega 394 cv, pode fazer o trajeto diário na eletricidade e aceita etanol na estrada.

Para quem não pretende sair do asfalto, o Haval H7 é mais rápido, roda mais no elétrico e custa R$ 81.000 a menos. E, sem tomada em casa, o Tank vira um SUV de 2,6 toneladas que faz 7,5 km/l na cidade. O TerraForce vale para quem quer exclusividade e o rack de expedição; quem busca só o carro pode ficar com o Tank 300 e guardar os R$ 8.000.

Ficha técnica: GWM Tank 300 Hi4-T e TerraForce

  • Preço: R$ 342.000 (Tank 300) e R$ 350.000 (TerraForce), em outubro de 2026
  • Motorização: 2.0 turbo flex + um motor elétrico (Hi4-T), carroceria sobre chassi
  • Potência e torque combinados: 394 cv e 750 Nm (76,4 kgfm)
  • Transmissão: automática de 9 marchas
  • Tração: 4x4 com 2H, 4H e 4L; três bloqueios de diferencial
  • Desempenho: 0 a 100 km/h em 6,8 s; máxima de 180 km/h
  • Bateria: NMC, 37,1 kWh
  • Autonomia elétrica: 74 km (Inmetro) e 106 km (WLTP)
  • Consumo no modo híbrido: 7,5/7,6 km/l (gasolina) e 5,4/5,7 km/l (etanol), cidade/estrada
  • Recarga: 6,6 kW (AC) e 50 kW (DC); V2L de 3,3 kW
  • Tanque: 70 litros
  • Dimensões: 4,76 m x 1,93 m x 1,90 m (1,96 m no TerraForce); entre-eixos de 2,75 m
  • Fora de estrada: 222 mm do solo; ângulos de 32° e 33°; travessia de 700 mm
  • Peso: 2.630 kg (2.680 kg no TerraForce)
  • Reboque: 750 kg sem freio e 2.500 kg com freio
  • Porta-malas: 863 litros (1.520 litros com o banco rebatido)
  • Garantia: 5 anos sem limite de km (veículo); 8 anos ou 200.000 km (sistema híbrido)

Fontes: ficha técnica do Tank 300 PHEV Flex (PDF); ficha técnica do Tank 300 TerraForce (PDF); páginas oficiais do Tank 300 e do TerraForce; comunicados da GWM sobre o Tank 300 PHEV Flex, o TerraForce e o lançamento de 2025; 12 Compromissos GWM; AutoPapo; AUTOentusiastas; Vrum; Revista Carro; EncontraCarros. Dados do Haval H7 e dos BYD: fichas oficiais, citadas em nossas análises. Fotos: GWM Media Center (divulgação). Preços e especificações podem mudar sem aviso prévio; confirme na concessionária.

Heliel Zanelatto

Heliel Zanelatto

Heliel Zanelatto é publisher, empreendedor digital e fundador do Code Tech Connect. Especialista em mídia programática e monetização de conteúdo, administra portais editoriais no Brasil e na Europa e acompanha de perto o ecossistema de publicidade digital — do Google AdSense à compra de tráfego em larga escala. Escreve sobre tecnologia, inteligência artificial, veículos eletrificados e finanças pessoais, com a marca de traduzir fichas técnicas e números de mercado em decisões práticas para o leitor. À frente da operação editorial do site, lidera o uso pioneiro de automação e IA com curadoria humana na produção de conteúdo.

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