Pular para o conteúdo

Omoda 7 SHS-P: análise completa do SUV híbrido plug-in de 279 cv que roda 60 km só na eletricidade e parte de R$ 254.990

O Omoda 7 SHS-P, híbrido plug-in de 279 cv da Omoda & Jaecoo, parte de R$ 254.990 (Luxury) e R$ 279.990 (Prestige). Analisamos as versões, a autonomia elétrica de 60 km e o consumo pelo Inmetro, a recarga, os equipamentos e os rivais da GWM e da BYD.

Heliel Zanelatto Por · · 16 min de leitura
Omoda 7 SHS-P cinza visto de frente, de três quartos, estacionado em um terraço com prédios ao fundo
Omoda 7 SHS-P, SUV híbrido plug-in de 279 cv da Omoda & Jaecoo. Foto: Divulgação/Omoda & Jaecoo
Publicidade

A Omoda & Jaecoo, marca do grupo chinês Chery, começou a vender no Brasil no fim de outubro de 2025 o Omoda 7 SHS-P, SUV médio híbrido plug-in que aposta mais em conforto e tecnologia do que em números de esportivo. O conjunto soma 279 cv de potência combinada, tem bateria de 18,4 kWh e roda até 60 km só na eletricidade pelo Inmetro. São duas versões: Luxury, a partir de R$ 254.990, e Prestige, a partir de R$ 279.990.

Nesta análise, feita com base na ficha técnica oficial da Omoda & Jaecoo, no catálogo digital completo do modelo, na tabela de consumo do Inmetro, nos comunicados da marca e em reportagens da imprensa especializada, explicamos o que muda entre as versões, quanto custa rodar com o SUV (na gasolina ou com energia da tomada), o que vem de série e como ele se compara aos rivais da GWM e da BYD que já analisamos aqui. Não se trata de um teste ao volante, e sim de uma leitura cuidadosa dos dados.

Galeria de fotos7 imagens
Dianteira do Omoda 7 SHS-P prata em movimento, com a grade de padrão geométrico e os faróis de LED

Omoda 7 SHS-P: a grade sem moldura, com padrão geométrico, é a marca registrada do visual. Foto: Divulgação/Omoda & Jaecoo

Preço e versões

O Omoda 7 tem um único conjunto mecânico, o híbrido plug-in SHS-P, e duas versões. Os preços são os sugeridos na página oficial em outubro de 2026, os mesmos do lançamento:

  • Omoda 7 SHS-P Luxury: a partir de R$ 254.990
  • Omoda 7 SHS-P Prestige: a partir de R$ 279.990

Segundo o comunicado da marca, a apresentação ao público, em 29 de outubro de 2025, em São Paulo, marcou o início das vendas. Na linha da marca, ele fica acima do Jaecoo 7, também híbrido plug-in, de acordo com a avaliação de lançamento da Motor Show.

O que a Prestige acrescenta

A Luxury já vem bem equipada, como mostram as seções abaixo. Pelos R$ 25.000 a mais, a Prestige soma, segundo a ficha técnica:

  • Rodas de 20 polegadas (pneus 235/45 R20), no lugar das de 19 (235/50 R19)
  • Oito airbags, com a adição do airbag central dianteiro, entre os bancos da frente
  • Função “Sliding”, que faz a tela central de 15,6 polegadas deslizar pelo painel
  • Head-up display (HUD) colorido
  • Som Sony com 12 alto-falantes e 390 W, no lugar do Sony de 8 alto-falantes
  • Sistema de fragrâncias L’Essence
  • Banco do passageiro com apoio de pernas elétrico, massagem e função Relax, que reclina o assento para descanso
  • Lombar elétrica no banco do motorista e aquecimento nos bancos dianteiros e traseiros e no volante
  • Indicador de status de carga na coluna traseira e alerta de cinto desafivelado no banco de trás
  • Opção da cor Cinza Theron, exclusiva da versão
Detalhe do sistema de fragrâncias L’Essence do Omoda 7 SHS-P, com três peças cromadas

O sistema de fragrâncias L’Essence é um dos itens exclusivos da versão Prestige. Foto: Divulgação/Omoda & Jaecoo

Motor, câmbio e desempenho

O Omoda 7 usa o sistema que a marca chama de SHS (Super Hybrid System): um motor a gasolina e um motor elétrico na dianteira, ligados a uma transmissão híbrida dedicada (DHT). Pelos dados do catálogo oficial:

  • Motor a combustão: 1.5 turbo com injeção direta (1.5 TGDI), 4 cilindros, 135 cv a 5.200 rpm e 20,4 kgfm a 2.500 rpm
  • Motor elétrico: síncrono de ímã permanente, com 204 cv (150 kW) e 31,6 kgfm (310 Nm)
  • Potência combinada: 279 cv
  • Torque combinado: 37,2 kgfm (cerca de 365 Nm)
  • Transmissão: DHT de uma marcha
  • Tração: dianteira
  • 0 a 100 km/h: 8,4 segundos
  • Velocidade máxima: 180 km/h
  • Suspensão e freios: McPherson na dianteira e multilink na traseira; freios a disco nas quatro rodas

A marca destaca a eficiência térmica de 44,5% do motor 1.5, ou seja, a parcela da energia da gasolina que vira movimento. O desempenho é correto, sem exageros: 8,4 segundos de 0 a 100 km/h deixam o Omoda 7 atrás do GWM Haval H6 PHEV19 (7,4 s) e do BYD Song Plus (8,1 s). Na avaliação de lançamento, a Motor Show elogiou o silêncio da cabine e as retomadas, mas achou o acelerador pouco responsivo e notou alguma flutuação na suspensão, ainda que confortável em viagem.

Sistema híbrido, bateria, autonomia e consumo

Como funciona

Como todo híbrido plug-in, o Omoda 7 pode ser recarregado na tomada e rodar como um carro elétrico enquanto houver carga na bateria. Quando ela se esgota, o motor 1.5 turbo entra em ação. Um detalhe importante: ele usa apenas gasolina. O Inmetro e o catálogo trazem consumo só com esse combustível, e a imprensa descreve o conjunto como 1.5 turbo a gasolina. Os Haval H6 PHEV19 e H7, da GWM, e o BYD Song Pro Flex aceitam também etanol.

Bateria e autonomia

  • Bateria: 18,4 kWh, de lítio-ferro-fosfato (LFP), com proteção IP68 contra água e poeira, segundo a página oficial
  • Autonomia 100% elétrica (Inmetro): 60 km
  • Tanque: 60 litros
  • Autonomia combinada divulgada pela marca: mais de 1.200 km

Os 60 km do Inmetro são a referência mais confiável. Já os 1.200 km de autonomia combinada, destacados no site, são número de marketing: a marca não informa o ciclo de teste. Com os números de consumo do Inmetro, a conta é mais modesta: 60 litros a 14,0 km/l rendem 840 km na cidade, que somados aos 60 km elétricos dão cerca de 900 km. Na estrada, a 11,9 km/l, a soma fica perto de 775 km.

Consumo

Na tabela do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) de 2026, do Inmetro, as duas versões têm os mesmos números com gasolina, que são também os do catálogo oficial:

  • Cidade: 14,0 km/l
  • Estrada: 11,9 km/l
  • Combinado: 13,0 km/l
  • Eficiência energética: 0,66 MJ/km

A mesma tabela traz 33,4 km/l na cidade e 28,4 km/l na estrada, mas em “quilômetros por litro equivalente”, medida que converte em gasolina a energia gasta no modo elétrico. É daí que vêm os 33,4 km/l citados em algumas reportagens: não é o consumo com gasolina. Para comparação, pelo Inmetro, o Haval H6 PHEV19 faz 14,7 km/l na cidade e 12,9 km/l na estrada com gasolina, e o Haval H7, 11,9 km/l e 10,1 km/l.

Numa maratona com jornalistas entre São Paulo e Vitória, organizada pela marca, o Omoda 7 chegou a 1.422 km com um único tanque, segundo o comunicado. O número tem um detalhe: pelo relato da Motor Show, que participou, foram 1.051 km efetivamente rodados em dois dias, e os 1.422 km somam a isso os 371 km de autonomia que o painel ainda indicava no fim da viagem, com a bateria em 24%. A reportagem registrou médias de 21 km/l a 26 km/l nos trechos de reta e de até 40 km/l, sempre no modo Eco, a no máximo 80 km/h nas rodovias e 60 km/h na cidade. São condições específicas, que não servem de referência para o uso comum.

Recarga e V2L

  • Recarga em corrente alternada (AC): até 6,6 kW. Na conta teórica, 18,4 kWh ÷ 6,6 kW = cerca de 2 horas e 50 minutos de zero a cheio em uma wallbox compatível.
  • Recarga rápida (DC): até 40 kW, acima dos 18 kW do Song Plus e dos 33 kW do H6 PHEV19. A marca não divulga o tempo de recarga.
  • V2L: o carro pode alimentar equipamentos externos. A ficha não informa a potência máxima da função.

Quanto custa rodar com o Omoda 7

Estimativas, com hipóteses declaradas:

  • Só no elétrico, recarregando em casa: dividindo a bateria (18,4 kWh) pela autonomia Inmetro (60 km), chega-se a cerca de 30,7 kWh a cada 100 km. Com energia entre R$ 0,80 e R$ 1,00 por kWh, o custo fica entre R$ 25 e R$ 31 a cada 100 km.
  • Com gasolina a R$ 6,30/l: cerca de R$ 45 a cada 100 km na cidade (14,0 km/l) e R$ 53 na estrada (11,9 km/l).

Para quem roda 1.000 km por mês na cidade, são cerca de R$ 450 com gasolina contra R$ 245 a R$ 307 com a bateria sempre carregada, sem contar as perdas na recarga. Como a autonomia elétrica é curta, o ganho máximo fica para quem roda até uns 50 km por dia e recarrega todas as noites.

Traseira do Omoda 7 SHS-P prata rodando em uma avenida arborizada

Traseira do Omoda 7 SHS-P, com as lanternas que a marca chama de “Lightning Tail Lights”. Foto: Divulgação/Omoda & Jaecoo

Design e dimensões

Segundo a marca, o desenho segue o conceito “Art in Motion” e foi “premiado internacionalmente no French Design Awards”. A frente tem grade integrada sem moldura e faróis full LED; na traseira, o destaque são as lanternas que a marca chama de “Lightning Tail Lights”. De série, há ainda setas dianteiras sequenciais, spoiler traseiro, rack de teto e teto solar panorâmico elétrico.

  • Comprimento: 4,66 m
  • Largura: 1,875 m
  • Altura: 1,67 m
  • Entre-eixos: 2,72 m
  • Altura livre do solo: 157 mm
  • Peso em ordem de marcha: 1.855 kg (peso bruto total de 2.362 kg)
  • Porta-malas: 590 litros, chegando a 1.368 litros com o banco traseiro (60/40) rebatido
  • Capacidade de reboque: 750 kg (reboque sem freio) ou 1.250 kg (reboque com freio)
  • Rodas e pneus: 19 polegadas com pneus 235/50 R19 (Luxury) ou 20 polegadas com pneus 235/45 R20 (Prestige)

O porta-malas é maior e o peso é menor que os dos rivais diretos analisados aqui. Já a altura do solo, de 157 mm, é baixa para um SUV (o Song Plus tem 180 mm): vale atenção com valetas e lombadas mais altas.

Lateral do Omoda 7 SHS-P cinza parado, com prédios ao fundo

Perfil do Omoda 7: 4,66 m de comprimento e 2,72 m de entre-eixos. Foto: Divulgação/Omoda & Jaecoo

Omoda 7 SHS-P prata visto de cima, com o teto solar panorâmico e o rack de teto

Teto solar panorâmico com acionamento elétrico e rack de teto vêm nas duas versões. Foto: Divulgação/Omoda & Jaecoo

Interior e conforto

É no interior que o Omoda 7 mais tenta se diferenciar. A marca fala em um banco VIP “zero gravidade”, com massagem: é o do passageiro da Prestige. Pelo catálogo, as duas versões têm:

  • Bancos em material sintético e acabamento macio ao toque (soft-touch) nas portas e no painel
  • Volante revestido em couro, com ajuste de altura e profundidade
  • Bancos do motorista e do passageiro com ajustes elétricos e ventilação
  • Banco do motorista com memória e função de boas-vindas, que desliza o assento ao abrir e fechar a porta
  • Ar-condicionado automático digital de duas zonas, com saídas para o banco traseiro
  • Iluminação ambiente com 256 cores e porta-objetos climatizado no console
  • Vidros dianteiros com isolamento acústico e cancelamento de ruído ambiente (ENC)

Na Prestige entram ainda o aquecimento dos bancos e do volante, a lombar elétrica do motorista e o pacote do passageiro com apoio de pernas elétrico, massagem e função Relax. O interior é preto nas duas versões.

Bancos dianteiros pretos do Omoda 7 SHS-P vistos do banco traseiro, com o teto solar ao fundo

Os bancos dianteiros têm ajuste elétrico e ventilação nas duas versões. Foto: Divulgação/Omoda & Jaecoo

Multimídia e conectividade

  • Central multimídia de 15,6 polegadas, com resolução 2.5K, que a marca chama de “a maior da categoria”; a função deslizante é exclusiva da Prestige
  • Processador Qualcomm Snapdragon 8155, com inicialização em 4 segundos, segundo a marca
  • Painel de instrumentos digital de 8,88 polegadas e head-up display colorido (este, só na Prestige)
  • Apple CarPlay e Android Auto sem fio
  • Comandos de voz com reconhecimento em quatro zonas, para que motorista e passageiros acionem funções do próprio lugar
  • Carregador de celular por indução de 50 W, com refrigeração
  • Som Sony com 8 alto-falantes (Luxury) ou 12 alto-falantes e 390 W (Prestige)
Painel do Omoda 7 SHS-P com volante, quadro de instrumentos digital e central multimídia de 15,6 polegadas

Painel com quadro de instrumentos de 8,88 polegadas e central de 15,6 polegadas com resolução 2.5K. Foto: Divulgação/Omoda & Jaecoo

Segurança

A Luxury tem sete airbags: frontais, laterais dianteiros, de joelho para o motorista e de cortina. A Prestige soma o airbag central dianteiro e chega a oito. Segundo o comunicado, o Omoda 7 é “o único em sua faixa de preço que oferece airbag central dianteiro”. De série, há ainda controles de tração e estabilidade, assistentes de partida em rampa e de descida, freio de estacionamento eletrônico com Auto Hold, sensores de estacionamento, câmera 540°, monitoramento da pressão dos pneus e o MCB, que freia o carro automaticamente depois de uma colisão.

O pacote de assistência, que a marca chama de ADAS 2.5, tem 18 recursos nas duas versões. Entre eles:

  • Frenagem autônoma de emergência, que atua entre 4 e 150 km/h, segundo a página oficial, e alerta de colisão frontal com detecção de veículos, pedestres e ciclistas
  • Piloto automático adaptativo, com ajuste de velocidade nas curvas
  • Assistente de congestionamento, que mantém o carro centralizado na faixa abaixo de 60 km/h
  • Desvio inteligente, que afasta o carro de caminhões e ônibus nas ultrapassagens entre 60 e 150 km/h
  • Alerta, prevenção e manutenção de faixa, inclusive em emergências, e assistente de mudança de faixa
  • Monitor de ponto cego e alerta de abertura de portas
  • Alerta de tráfego cruzado traseiro, com frenagem automática

Garantia

  • Veículo: 7 anos
  • Bateria: 8 anos

A ficha técnica e o catálogo não informam limite de quilometragem; confira as condições no manual de garantia, na concessionária.

Cores

  • Externas: Branco Arctic, Preto Andromeda, Prata Crest e Cinza Theron (esta, só na Prestige)
  • Interna: preta, nas duas versões

Omoda 7 x Haval H6 PHEV19 x BYD Song Plus x Haval H7

Os SUVs médios híbridos plug-in que já analisamos são as comparações mais diretas. Pelos dados oficiais de cada marca:

  • Preço: R$ 254.990 a R$ 279.990 no Omoda 7; R$ 250.000 no H6 PHEV19; R$ 249.990 no Song Plus; R$ 261.000 no Haval H7
  • Potência: 279 cv; 326 cv; 240 cv; 370 cv
  • 0 a 100 km/h: 8,4 s; 7,4 s; 8,1 s; 5,7 s
  • Autonomia elétrica (Inmetro/PBEV): 60 km; 77 km; 99 km; 92 km
  • Consumo com gasolina na cidade (Inmetro): 14,0 km/l; 14,7 km/l; não informado pela BYD para a versão atual; 11,9 km/l
  • Combustível: só gasolina no Omoda 7 e no Song Plus; flex (gasolina ou etanol) nos dois GWM
  • Recarga rápida (DC): 40 kW; 33 kW; 18 kW; 41 kW
  • Porta-malas: 590 litros; 560 litros; 552 litros; 586 litros
  • Airbags: 7 ou 8 no Omoda 7; 6 nos outros três
  • Garantia do veículo: 7 anos no Omoda 7; 5 anos sem limite de quilometragem no H6 e no H7; 6 anos ou 200.000 km no Song Plus

Em resumo: o Omoda 7 perde para todos em autonomia elétrica e em aceleração, e não aceita etanol como os GWM. Em troca, tem o maior porta-malas do grupo, mais airbags, garantia mais longa em anos e, na Prestige, mimos como massagem, aromatizador e tela deslizante, que não aparecem nas fichas dos rivais analisados aqui. É uma escolha mais de conforto e equipamento do que de eficiência ou desempenho.

Concorrentes

Segundo a avaliação de lançamento da Motor Show, a própria Omoda & Jaecoo cita também como rivais o Caoa Chery Tiggo 8 e o Jeep Commander. Para quem quer gastar menos e aceita um carro mais simples, o BYD Song Pro Flex custa de R$ 176.990 a R$ 199.990 e roda até 72 km na eletricidade pelo PBEV.

Como vão as vendas

O Omoda 7 ainda é um modelo de nicho dentro da marca. Em junho de 2026, quando a Omoda & Jaecoo passou de 20 mil carros emplacados no Brasil, o Omoda 7 somava 883 unidades, segundo o Vrum. Em setembro de 2026, mês recorde da marca, com 6.629 emplacamentos, o Omoda 5 (3.616) e o Jaecoo 7 (2.614) responderam por cerca de 94% do total, de acordo com a Mecânica Online. Sobraram 399 unidades para todos os demais modelos da marca juntos, entre eles o Omoda 7. Para comparação, só em setembro o BYD Song Plus emplacou 1.929 unidades, segundo dados citados em nossa análise do modelo.

Pontos positivos e negativos

Pontos positivos

  • Lista de equipamentos farta já na Luxury: bancos ventilados, câmera 540°, ADAS com 18 recursos, teto panorâmico e tampa do porta-malas elétrica
  • Itens de carro de luxo na Prestige: massagem, aromatizador, tela deslizante e som Sony de 12 alto-falantes
  • Sete ou oito airbags, mais que os rivais diretos
  • Porta-malas de 590 litros, o maior do grupo comparado
  • Recarga rápida de até 40 kW e função V2L
  • Garantia de 7 anos para o veículo e de 8 anos para a bateria

Pontos negativos

  • Autonomia elétrica de 60 km, a menor entre os rivais comparados
  • Motor só a gasolina, sem a opção do etanol
  • Desempenho apenas correto: 8,4 segundos de 0 a 100 km/h
  • Altura do solo de 157 mm, baixa para um SUV
  • Quilometragem da garantia não informada na ficha técnica
  • Poucos botões físicos: até os retrovisores são ajustados pela tela, segundo a Motor Show
  • Marca recém-chegada (vende no Brasil desde abril de 2025), com rede de concessionárias ainda em expansão

Vale a pena comprar o Omoda 7?

Para quem quer um SUV híbrido plug-in confortável, silencioso e cheio de equipamentos, o Omoda 7 é uma das ofertas mais completas na faixa de R$ 250 mil a R$ 280 mil. A Luxury já entrega o essencial, e a Prestige acrescenta mimos de carro de luxo.

O ponto fraco é justamente o que define um híbrido plug-in: a autonomia elétrica. Com 60 km pelo Inmetro, ele atende bem a quem roda pouco por dia e recarrega sempre, mas fica atrás do Haval H6 PHEV19 (77 km), do Haval H7 (92 km) e do Song Plus (99 km), todos com preço parecido ou menor. Quem quer rodar o máximo na tomada, ou usar etanol, deve olhar os rivais. Quem prioriza conforto, porta-malas e segurança passiva tem no Omoda 7 um candidato forte, desde que confirme a rede de concessionárias e as condições de garantia na sua região.

Ficha técnica: Omoda 7 SHS-P

  • Preço: a partir de R$ 254.990 (Luxury) e R$ 279.990 (Prestige), em outubro de 2026
  • Tipo: SUV médio híbrido plug-in
  • Combustível: gasolina ou eletricidade
  • Motorização: 1.5 turbo (TGDI) de 135 cv + motor elétrico dianteiro de 204 cv
  • Potência combinada: 279 cv
  • Torque combinado: 37,2 kgfm
  • Transmissão: híbrida dedicada (DHT), de uma marcha
  • Tração: dianteira
  • 0 a 100 km/h: 8,4 s
  • Velocidade máxima: 180 km/h
  • Bateria: LFP, 18,4 kWh
  • Autonomia elétrica (Inmetro): 60 km
  • Consumo com gasolina (Inmetro): 14,0 km/l (cidade), 11,9 km/l (estrada) e 13,0 km/l (combinado)
  • Recarga: 6,6 kW (AC) e 40 kW (DC); V2L
  • Tanque: 60 litros
  • Dimensões: 4,66 m x 1,875 m x 1,67 m; entre-eixos de 2,72 m
  • Altura do solo: 157 mm
  • Peso: 1.855 kg
  • Porta-malas: 590 litros (1.368 litros com o banco rebatido)
  • Pneus: 235/50 R19 (Luxury) e 235/45 R20 (Prestige)
  • Suspensão: McPherson (dianteira) e multilink (traseira)
  • Airbags: 7 (Luxury) ou 8 (Prestige)
  • Garantia: 7 anos (veículo) e 8 anos (bateria)

Fontes: ficha técnica oficial do Omoda 7 SHS-P (PDF); catálogo digital completo (PDF, link do QR code da ficha); página oficial do Omoda 7 SHS-P; comunicados da marca sobre o lançamento, a maratona de autonomia e a São Paulo Fashion Week; tabela de consumo do PBEV 2026 (Inmetro); Motor Show; Motor Agora; Vrum; Mecânica Online. Dados dos GWM Haval H6 PHEV19 e H7 e dos BYD Song Plus e Song Pro Flex: fichas técnicas oficiais das marcas, citadas em nossas análises. Fotos: site oficial da Omoda & Jaecoo (divulgação). Preços e especificações podem mudar sem aviso prévio; confirme na concessionária.

Heliel Zanelatto

Heliel Zanelatto

Heliel Zanelatto é publisher, empreendedor digital e fundador do Code Tech Connect. Especialista em mídia programática e monetização de conteúdo, administra portais editoriais no Brasil e na Europa e acompanha de perto o ecossistema de publicidade digital — do Google AdSense à compra de tráfego em larga escala. Escreve sobre tecnologia, inteligência artificial, veículos eletrificados e finanças pessoais, com a marca de traduzir fichas técnicas e números de mercado em decisões práticas para o leitor. À frente da operação editorial do site, lidera o uso pioneiro de automação e IA com curadoria humana na produção de conteúdo.

Leia também